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Imposto de Renda 2014 – ( Regras para a apresentação )

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INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB N° 1445 DE 17/02/2014 DIRF 2014 REGRAS PARA A APRESENTAÇÃO.

  IRPF / 2014    Art. 1° Esta instrução Normativa estabelece normas e procedimentos para a apresentação da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física referente ao exercício de 2014, ano-calendário de 2013, pela pessoa física residente no Brasil.

OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO

 

Art. 2 Está obrigada a apresentar a Declaração de Ajuste Anual referente ao exercício de 2014, a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2013:

I – recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma for superior a R$ 25.661,70 (vinte e cinco, seiscentos e sessenta e um reais é setenta centavos);

II – recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma for superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);

III – obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito a incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

IV – relativamente a atividade rural:

a) obteve receita bruta em valor superior a R$ 128.308,50 (cento e vinte e oito mil, trezentos e oito reais e cinquenta centavos);

b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2013 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano calendário de 2013;

V – teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua,; de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);

VI – passou a condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição encontrava-se em 31 de dezembro; ou

VII – optou pela isenção do Imposto sobre a Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residências, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no Pais, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei no 11.196, de 21 de novembro de 2005.

§ 1° Fica dispensada de apresentar a Declaração de Ajuste Anual, a pessoa física que se enquadrar:

I – apenas na hipótese prevista no inciso V do caput e que, na constância da sociedade conjugal ou da união estável, os bens comuns tenham sido declarados pelo outro cônjuge ou companheiro, desde que o valor total dos seus bens privativos não exceda R$ 300.000,00 (trezentos mil reais); e
II – em, pelo menos, uma das hipóteses previstas nos incisos I a VII do caput, caso conste como dependente em Declaração de Ajuste Anual apresentada por outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos, caso Os possua.

§ 2° A pessoa física, ainda que desobrigada, pode apresentar a Declaração de Ajuste Anual, desde que não tenha constado em outra Declaração como dependente.

OPÇÃO PELO DESCONTO SIMPLIFICADO

Art. 3° A pessoa física pode optar pelo desconto simplificado observado o disposto nesta instrução Normativa

§ 1° A opção pelo desconto simplificado implica a substituição de todas as deduções admitidas na legislação tributaria correspondente a dedução de 20% (vinte por cento) do valor dos rendimentos tributáveis na Declaração de Ajuste Anual, limitado a R$ 15.197,02 (quinze mil, cento e noventa e sete reais e dois centavos).

§ 2° E vedada a opção pelo desconto simplificado na hipótese de o contribuinte pretender compensar prejuízo da atividade rural ou imposto pago no exterior.

§ 3° O valor utilizado a título de desconto simplificado, de que trata o § 1°, não justifica variação patrimonial, sendo considerado rendimento consumido.

PRAZO E DOS MEIOS DISPONIVEIS PARA A APRESENTAÇÃO

Art. 7° A Declaração de Ajuste Anual deve ser apresentada no período de 6 de marco a 30 de abril de 2014, pela Intemet, mediante a utilização do programa de transmissão Receitanet, disponível no sito da RFB, no endereço referido no inciso I do caput do art. 4° ou pelo m-IRPF de que trata o inciso II do art. 40, observado o disposto no art. 50.
§ 1° Serviço de recepção da Declaração de Ajuste Anual de que trata o caput será interrompido as 23h59m1n59s (vinte e três horas, cinquenta e nove minutos e cinquenta e nove segundos), horário de Brasília, do último dia do prazo estabelecido no caput.
§ 2° A comprovação da apresentação da Declaração de Ajuste Anual é feita por meio de recibo gravado depois da transmissão, em disco rígido de computador, em mídia removível ou no dispositivo móvel que contenha a declaração transmitida, cuja impressão fica a cargo do contribuinte e deve ser feita mediante a utilização do PGD de que trata o inciso I do caput do art. 4°.
§ 3° Deve transmitir a Declaração de Ajuste Anual, com a utilização de certificado digital, o contribuinte que se enquadrou, no ano-calendário de 2013, em, pelo menos, uma das seguintes situações:

I – recebeu rendimentos:
a) tributáveis sujeitos ao ajuste anual, cuja soma for superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais);
b) isentos e não tributáveis, cuja soma for superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais);
c) tributados exclusivamente na fonte, cuja soma for superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais); ou

II – realizou pagamentos de rendimentos a pessoas jurídicas, quando constituam dedução na declaração, ou a pessoas físicas, quando constituam, ou não, dedução na Declaração, cuja soma fol superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais), em cada caso ou no total.

§ 41 A Declaração de Ajuste Anual relativa a espólio, independentemente de ser inicial ou intermediária, ou a Declaração Final de Espólio, que se enquadre nas hipóteses previstas no § 30 deve ser apresentada, em mídia removível, em uma unidade da RFB, durante o seu horário de expediente, sem a necessidade de utilização de certificado digital.
§ 51 0 disposto nos §§ 30 e 40 não se aplica a Declaração de Ajuste Anual elaborada com o uso do m-IRPF.

 

MULTA POR ATRASO NA ENTREGA OU POR NÃO APRESENTAÇÃO

Art. 10. A entrega da Declaração de Ajuste Anual depois do prazo de que trata o caput do art. 71, ou a sua não apresentação, se obrigatória, sujeita o contribuinte a multa de 1% (um por cento) ao mês calendário ou fração de atraso, calculada 3obre o total do impo3to devido nela apurado, ainda que integramente pago.
§ 1° A multa a que se refere este artigo é objeto de lançamento de ofício e tem:
I – como valor mínimo R$ 165,74 (cento e sessenta e cinco reais e setenta e quatro centavos) e como valor máximo 20% (vinte por cento) do Imposto sobre a Renda devido;

II – por termo inicial, o 1° (primeiro) dia subsequente ao término do período fixado para a entrega da Declaração de Ajuste Anual e, por termo final, o més da entrega ou, no caso de não apresentação, do lançamento de ofício.

§ 2° No caso de declarações com direito a restituição, a multa por atraso na entrega não paga dentro do vencimento estabelecido na notificação de Lançamento emitida pelo PGD ou m-IRPF de que tratam, respectivamente, os incisos I e II do caput do art. 4°, com os respectivos acréscimos Legais decorrentes do não pagamento, será deduzida do valor do imposto a ser restituído.
§ 3° A multa mínima aplica-se inclusive no caso de Declaração de Ajuste Anual da qual não resulte imposto devido.

DECLARAÇÃO DE BENS E DIREITOS E DVIDAS E ONUS REAIS

Art. 11. A pessoa física sujeita a apresentação da Declaração de Ajuste Anual deve relacionar nesta os bens e direitos que, no Brasil ou no exterior, constituam, em 31 de dezembro de 2012 e de 2013, seu patrimônio e o de seus dependentes relacionados na Declaração, bem como Os bens e direitos adquiridos e alienados no decorrer do ano-calendário de 2013.
§ 10 Devem também ser informados as dívidas e os ônus reais existentes em 31 de dezembro de 2012 e de 2013, do declarante e de seus dependentes relacionados na Declaração de Ajuste Anual, bem como as constituídas e os extintos no decorrer do ano-calendário de 2013.
§ 2° Fica dispensada, em relação a valores existentes em 31 de dezembro de 2013, a inclusão de:
I – saldos de contas-correntes bancárias e demais aplicações financeiras, cujo valor unitário não exceda a R$ 140,00 (cento e quarenta reais);
II – bens móveis, exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves, bem como os direitos, cujo valor unitário de aquisição seja inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais);
III – conjunto de ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em bolsa de valores, bem como ouro, ativo financeiro, cujo valor de constituição ou de aquisição seja inferior a R$ 1.000,00 (um mil reais);
IV – dívidas e ônus reais, cujo valor seja igual ou inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

PAGAMENTO DO IMPOSTO

Art. 12. 0 saldo do imposto pode ser pago em ate 8 (oito) quotas, mensais e sucessivas, observado o seguinte:
I – nenhuma quota deve ser inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais);
II – o imposto de valor inferior a R$ 100,00 (cem reais) deve ser pago em quota única;
III – a 1a (primeira) quota ou quota única deve ser paga ate o último dia do prazo de que trata o caput do art. 7°;
IV – as demais quotas devem ser pagas ate o Ultimo dia útil de cada mês, acrescidas de juros equivalentes a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), acumulada mensalmente, calculados a partir da data prevista para a apresentação da Declaração de Ajuste Anual ate o mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) no mês do pagamento.
§ 1° E facultado ao contribuinte:

I – antecipar, total ou parcialmente, o pagamento do imposto ou das quotas, não sendo necessário, nesse caso, apresentar Declaração de Ajuste Anual retificadora com a nova opção de pagamento;
II – ampliar o número de quotas do imposto inicialmente previsto na Declaração de Ajuste Anual, ate a data de vencimento da Ultima quota pretendida, observado o disposto no caput, mediante a apresentação de Declaração retificadora ou o acesso ao sítio da RFB, na Internet, opção “Extrato da DIRPF”, no endereço referido no inciso I do caput do art. 40.

§ 2° O pagamento integral do imposto, ou de suas quotas, e de seus respectivos acréscimos legais pode ser efetuado mediante:

I – transferência eletrônica de fundos por melo de sistemas eletrônicos das instituições financeiras autorizadas pela RFB a operar com essa modalidade de arrecadação;
II – Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agenda bancária integrante da rede arrecadadora de receitas federais, no caso de pagamento efetuado no Brasil; ou
III – débito automático em conta-corrente bancária.

§ 3° O débito automático em conta-corrente bancária de que trata o inciso III do §21:

I – é permitido somente para Declaração de Ajuste Anual original ou retificadora apresentada:
a) ate 31 de marco de 2014, para a quota Única ou a partir da I (primeira) quota;
b) entre l°de abril e o último dia do prazo de que trata o caput do art. 71, a partir da 2 (segunda) quota;
II – é autorizado mediante a indicação dessa opção no PGD ou no m-IRPF de que tratam, respectivamente, os incisos I e II do caput do art. 40, e formalizado no recibo de entrega da Declaração de Ajuste Anual;

III – e automaticamente cancelado na hipótese de:
a) apresentação de Declaração de Ajuste Anual retificadora depois do prazo de que trata o caput do art. 70;
b) envio de informações bancárias com dados inexatos;
c) o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) informado na Declaração de Ajuste Anual ser diferente daquele vinculado a conta-corrente bancária; ou
d) os dados bancários informados na Declaração de Ajuste Anual referirem-se a conta-corrente do tipo não solidária;
IV – está sujeito a estono, a pedido da pessoa física titular da conta-corrente, caso fique comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação;
V – pode ser incluído, cancelado ou modificado, depois da apresentação da Declaração de Ajuste Anual, mediante o acesso ao sítio da RFB, na Internet, opção “Extrato da DIRPF, no endereço referido no inciso I do caput do art. 41:
a) ate as 23h59min59s (vinte e trés horas, cinquenta e nove minutos e cinquenta e nove segundos), horário de Brasil ia, do dia 14 de cada més, produzindo efeitos no próprio mês;
b) depois do prazo de que trata a alínea “a”, produzindo efeitos no mês seguinte.

§ 4° A Coordenação-Geral de Arrecadação e Cobrança (Codac) pode editar normas complementares necessárias a regulamentação do pagamento por intermédio de débito automático em conta-corrente bancária de que trata o inciso III do 2°.

§ 5° No caso de pessoa física que receba rendimentos do trabalho assalariado de autarquias ou repartições do Governo brasileiro situados no exterior, o pagamento integral do imposto, ou de suas quotas, e de seus respectivos acréscimos legais, pode ser efetuado, além das formas previstas no § 2°, mediante remessa de ordem de pagamento com todos os dados exigidos no Darf, no respectivo valor em reais ou em moeda estrangeira, a favor da RFB, por melo do Banco do Brasil S.A., Gerência Regional de Apoio ao Comércio Exterior – Brasília-DF (Gecex – Brasília-DF), prefixo 1608-X.

§ 60 0 imposto que resultar em valor inferior a R$ 10,00 (dez reais) deve ser adicionado ao imposto correspondente a exercícios subsequentes, ate que seu total seja igual ou superior ao referido valor, quando, então, deve ser pago ou recolhido no prazo estabelecido na legislação para este último exercício.

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