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CFOP 7.105: Exportação de produção própria que não transita pelo estabelecimento — NF-e, DU-E, SPED e comprovação fiscal

Entenda o CFOP 7.105 na exportação de produção própria armazenada fora do estabelecimento, com NF-e de exportação, DU-E, XML, SPED e comprovação fiscal.

Resumo executivo

O CFOP 7.105 é usado na exportação de produção própria do estabelecimento quando a mercadoria está em depósito fechado, armazém geral ou outro local de armazenagem e será exportada sem retornar fisicamente ao estabelecimento depositante.

Esse CFOP tem risco fiscal elevado porque a não tributação típica das exportações depende de comprovação documental. A empresa precisa alinhar NF-e de exportação, XML, DU-E, documentos comerciais, contrato de câmbio, transporte internacional, registro de armazenagem e prova de saída do país.

O que é o CFOP 7.105

É o CFOP de saída para o exterior usado quando a empresa exporta produto fabricado por ela, mas o produto não transita novamente pelo estabelecimento antes da exportação. A mercadoria pode estar armazenada em depósito fechado, armazém geral ou outro estabelecimento autorizado.

Definição oficial do CFOP

CFOP Descrição oficial Leitura prática
7.105 Venda de produção do estabelecimento que não deva por ele transitar Exportação de produto próprio armazenado fora do estabelecimento, sem retorno físico antes do embarque

Quando usar

  • quando a mercadoria exportada é produção própria;
  • quando a mercadoria está em depósito fechado, armazém geral ou outro local de armazenagem;
  • quando o produto será exportado sem retornar fisicamente ao estabelecimento depositante;
  • quando a NF-e é de saída para o exterior;
  • quando a operação precisa instruir a DU-E ou compor a documentação de exportação.

Quando não usar

Situação CFOP provável Motivo
Mercadoria adquirida ou recebida de terceiros 7.106 Não é produção própria
Exportação comum de produção própria que sai do próprio estabelecimento 7.101 A mercadoria transita pelo estabelecimento exportador
Exportação indireta ou por trading/comercial exportadora 7.501, 7.502 ou correlatos Depende da estrutura da exportação
Remessa para armazém antes da exportação CFOP de armazenagem/remessa específico Não é a venda de exportação
Devolução ou retorno CFOP específico de devolução/retorno Não é venda de exportação

CFOPs correlatos

CFOP Função Cuidado
7.101 Venda de produção própria para o exterior Usar quando a mercadoria sai do próprio estabelecimento
7.106 Venda de mercadoria de terceiros que não transita pelo estabelecimento Usar se não for produção própria
5.905/6.905 Remessas para depósito fechado/armazém Podem integrar cadeia de armazenagem
5.906/6.906 Retorno de depósito/armazém Não há retorno físico ao depositante no 7.105
7.501/7.502 Exportação indireta ou fim específico de exportação Exige análise da estrutura comercial

Prazo legal ou operacional

O CFOP 7.105 não possui prazo único próprio como ocorre em industrialização. O prazo relevante é operacional e aduaneiro: emissão correta da NF-e, registro/integração com DU-E, embarque, averbação, comprovação de exportação e guarda documental. Se houver benefício fiscal ou regime especial vinculado à exportação, devem ser observados os prazos específicos desse regime.

Condição para não tributação ou tratamento fiscal

A exportação exige comprovação de saída da mercadoria do território nacional. Para fins de NF-e e DU-E, a nota fiscal precisa refletir operação de saída para o exterior, com CFOP do grupo 7.000, destinatário no exterior e dados consistentes com a declaração de exportação. A falta de comprovação pode descaracterizar o tratamento fiscal da exportação.

ICMS, IPI, PIS e COFINS

Exportações costumam ter tratamento de não incidência, imunidade ou alíquota zero conforme o tributo e a legislação aplicável. No entanto, a empresa deve validar produto, regime, benefício, manutenção de crédito e requisitos documentais. O CFOP correto é apenas uma parte da prova fiscal.

Tributo/regime Códigos possíveis Ressalva
ICMS CST 40, 41, 90 Depende da classificação fiscal da saída de exportação e orientação da UF
CSOSN 300, 400, 900 Depende do Simples Nacional e natureza da receita de exportação
IPI 52, 53, 55, 99 Validar industrialização, suspensão, imunidade ou não tributação
PIS/COFINS 08, 09, 49 Validar receita de exportação e regime de apuração

Riscos fiscais

Erro Risco Prevenção
Usar 7.105 para mercadoria de terceiros CFOP incorreto Usar 7.106 quando não for produção própria
Não comprovar saída do país Perda do tratamento de exportação Guardar DU-E, averbação e documentos aduaneiros
NF-e não compatível com DU-E Exigência ou bloqueio operacional Conferir chaves, itens, NCM, quantidade e valores
Ignorar documentos do armazém Não comprova por que a mercadoria não transitou pelo estabelecimento Manter controles de depósito/armazém
Usar CFOP 7.105 em exportação indireta Enquadramento fiscal incorreto Validar trading, comercial exportadora ou fim específico

NF-e, XML, DANFE e DU-E

  • A NF-e deve ter CFOP 7.105 nos itens de produção própria exportados sem trânsito pelo estabelecimento.
  • O destinatário deve estar no exterior e os dados devem ser compatíveis com a operação de exportação.
  • A DU-E deve ser instruída com NF-e de exportação válida e dados coerentes de item, NCM, quantidade, valor e unidade.
  • O DANFE não substitui comprovação aduaneira de exportação.
  • Documentos de armazém/deposito devem comprovar a origem e localização física da mercadoria.

Exemplo simplificado de XML

<infNFe>
  <ide><natOp>Exportação de produção própria que não transita pelo estabelecimento</natOp><idDest>3</idDest></ide>
  <dest><idEstrangeiro>[ID_CLIENTE_EXTERIOR]</idEstrangeiro><xNome>Cliente exterior</xNome></dest>
  <det nItem="1">
    <prod><cProd>EXP-7105</cProd><xProd>Produto de fabricação própria armazenado em armazém</xProd><NCM>[NCM_DO_PRODUTO]</NCM><CFOP>7105</CFOP><qCom>100.0000</qCom><vProd>50000.00</vProd></prod>
  </det>
  <infAdic><infCpl>Mercadoria de produção própria armazenada fora do estabelecimento e exportada sem retorno físico. Vincular DU-E, documentos do armazém e comprovação de exportação.</infCpl></infAdic>
</infNFe>

SPED Fiscal e EFD Contribuições

No SPED Fiscal, a NF-e deve ser escriturada como saída de exportação, com CFOP 7.105 e valores compatíveis com o XML. A empresa deve conciliar NF-e, DU-E, registros de estoque, documentos de armazenagem e eventual manutenção de crédito. Na EFD Contribuições, a receita de exportação deve ser tratada conforme CST e regime de apuração, preservando a prova da operação.

Exemplo prático

Uma indústria paulista produz equipamentos e os mantém em armazém geral. O cliente exterior compra os equipamentos e a mercadoria sai do armazém diretamente para exportação, sem retornar à fábrica. A NF-e de exportação usa CFOP 7.105, é vinculada à DU-E e a empresa guarda comprovantes de armazenagem, embarque e averbação.

Checklist fiscal

  • Confirmar que o produto é de fabricação própria.
  • Confirmar que a mercadoria não retornará ao estabelecimento antes da exportação.
  • Validar destinatário exterior, NCM, quantidade, valores e moeda/documentos comerciais.
  • Emitir NF-e com CFOP 7.105.
  • Vincular NF-e à DU-E e conferir dados de item.
  • Guardar invoice, packing list, contrato, transporte internacional, documentos do armazém e averbação.
  • Conferir SPED Fiscal, EFD Contribuições, créditos e tratamento tributário.

FAQ

Qual a diferença entre 7.105 e 7.106?

O 7.105 é para produção própria. O 7.106 é para mercadoria adquirida ou recebida de terceiros.

O 7.105 exige DU-E?

A exportação deve ser documentada conforme o processo aduaneiro aplicável, e a DU-E normalmente é instrumento central de comprovação da exportação.

O CFOP 7.105 garante não tributação?

Não sozinho. É indispensável comprovar a exportação com NF-e, DU-E, averbação e demais documentos.

Precisa de revisão humana?

Sim, especialmente quando há armazém, regime especial, exportação indireta, manutenção de crédito ou divergência entre NF-e e DU-E.

Fontes oficiais consultadas

Conclusão

O CFOP 7.105 deve ser usado na exportação de produção própria que não transita pelo estabelecimento antes do embarque. Para reduzir risco fiscal, a empresa deve comprovar a produção própria, a armazenagem, a NF-e de exportação, a DU-E, a saída do país e a escrituração correta.

Este conteúdo é meramente informativo e não substitui a análise de um contador, consultor tributário ou advogado para casos específicos.

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Adriner
Adriner

Técnico contábil com 27 anos de experiência na área fiscal, evangélico, marido, pai e sempre disposto a ajudar.
Especialista em ICMS, IPI, PIS, COFINS, CST, ALÍQUOTAS, Nota Fiscal e SPEDFiscal.
Acredito que ajudar os outros é a melhor forma de crescer e aprender.

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