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CFOP 2.504: Entrada decorrente de devolução de mercadoria de terceiros remetida com fim específico de exportação
CFOP 2.504: devolução interestadual de mercadoria de terceiros remetida com fim específico de exportação. Veja ICMS, NF-e, prazo, estoque, ERP e SPED.
Resumo executivo: o CFOP 2.504 classifica a entrada interestadual decorrente da devolução de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros que havia sido remetida com fim específico de exportação. Diferentemente do CFOP 2.503, a mercadoria não é de produção própria do estabelecimento que recebe o retorno. A conferência deve partir da NF-e original, da origem da mercadoria, da parcela devolvida e dos efeitos tributários da exportação não concretizada.
Identificação rápida
| Ponto | Regra |
|---|---|
| CFOP | 2.504 |
| Natureza | Entrada interestadual por devolução |
| Origem da mercadoria | Adquirida ou recebida de terceiros |
| Operação anterior | Remessa com fim específico de exportação |
| Motivo | Devolução pelo destinatário nacional |
O que é o CFOP 2.504?
É o código utilizado pelo estabelecimento que recebe de volta, de outra UF, mercadoria adquirida ou recebida de terceiros que havia sido remetida com fim específico de exportação.
Quando usar
Use quando a mercadoria não é de produção própria, houve remessa interestadual com fim específico de exportação e o destinatário nacional devolve total ou parcialmente os itens ao remetente.
Quando não usar
Não use para produto de produção própria; nessa hipótese, veja o CFOP 2.503. Também não use para o recebimento inicial pela empresa exportadora, que é tratado no CFOP 2.501.
CFOPs que podem ser confundidos
| Situação | CFOP provável | Por que é diferente |
|---|---|---|
| Recebimento com fim específico de exportação | 2.501 | É a entrada na empresa que deverá promover a exportação. |
| Devolução de produto próprio | 2.503 | O item devolvido foi produzido pelo estabelecimento remetente. |
| Devolução de mercadoria de terceiros | 2.504 | A mercadoria havia sido adquirida ou recebida de terceiros. |
Fluxo completo da operação
- Localize a NF-e de remessa com fim específico de exportação.
- Confirme que a mercadoria era adquirida ou recebida de terceiros.
- Identifique itens e quantidades devolvidos.
- Confira a NF-e de devolução e a referência ao documento original.
- Valide NCM, CST/CSOSN, quantidades, valores e tributos.
- Reintegre ao estoque de mercadorias de terceiros quando houver retorno físico aproveitável.
- Analise os efeitos da não exportação sobre ICMS, IPI, PIS/Cofins e tratamentos condicionados.
- Concilie remessa, devolução, estoque, financeiro, ERP e SPED Fiscal.
Exemplo prático
Um comércio paulista adquire mercadorias para revenda e posteriormente as remete a empresa comercial exportadora de outra UF com fim específico de exportação. Antes da exportação, a comercial exportadora devolve parte dos itens. Na entrada de retorno no comércio paulista, o CFOP provável é 2.504.
NF-e e XML
Confira chave da NF-e de remessa, finalidade da devolução, CFOP, NCM, quantidade, valores, CST/CSOSN, ICMS, IPI e PIS/Cofins quando aplicáveis. Em devolução parcial, os valores devem guardar correspondência com a parcela devolvida.
ICMS e exportação não concretizada
O CFOP 2.504 não define sozinho incidência, crédito ou recolhimento. Se a remessa original utilizou tratamento condicionado à exportação, a devolução exige verificar se o benefício permanece, é desfeito ou demanda outro ajuste. A legislação da UF e as condições da operação são determinantes.
IPI e PIS/Cofins
Analise separadamente os efeitos sobre tributos federais. A devolução de mercadoria que não foi exportada pode afetar tratamentos aplicados na remessa original, conforme a legislação própria.
ERP, estoque, custo e financeiro
A mercadoria retorna ao estoque de revenda ou ao controle correspondente quando fisicamente recebida. O ERP deve encerrar a pendência de exportação indireta e preservar o custo original, ajustado pelos eventos efetivamente ocorridos. O retorno não deve ser tratado como nova compra.
SPED
A EFD ICMS/IPI deve manter coerência entre remessa, devolução, itens, CFOP, CST, bases e valores nos registros aplicáveis conforme o Guia Prático vigente.
Prazo e risco fiscal
Controle a devolução em conjunto com o prazo da operação com fim específico de exportação. Se a exportação não ocorrer, tratamentos condicionados podem exigir recolhimento, estorno ou recomposição, conforme o tributo e a legislação. Registre data da remessa, data da devolução, motivo e documentos que encerram a operação.
Base legal e fontes oficiais
- Lei Complementar 87/1996 — ICMS e exportações.
- Portal Nacional da NF-e.
- SEFAZ-SP — legislação tributária paulista.
- Portal SPED — EFD ICMS/IPI.
- Portal Siscomex — comércio exterior.
Erros comuns
- usar 2.504 para produção própria;
- não conferir a NF-e original;
- tratar a devolução como compra nova;
- não rever tratamentos condicionados à exportação;
- errar valores em devolução parcial;
- não ajustar estoque e financeiro.
Checklist antes do lançamento
- A devolução é interestadual?
- A mercadoria era adquirida ou recebida de terceiros?
- Existe remessa anterior com fim específico de exportação?
- A NF-e original está referenciada?
- Itens, quantidades e valores conferem?
- Os efeitos fiscais da não exportação foram analisados?
- Estoque, financeiro, ERP e SPED estão conciliados?
FAQ
O que significa CFOP 2.504?
Entrada interestadual decorrente da devolução de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros anteriormente remetida com fim específico de exportação.
Qual a diferença para o 2.503?
O 2.503 é para produto de produção própria; o 2.504 é para mercadoria de terceiros.
O retorno é uma nova compra?
Não. É o desfazimento total ou parcial da remessa anterior com fim específico de exportação.



