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CFOP 1.403: compra para comercialização com substituição tributária
Entenda o CFOP 1.403: para que serve, quando usar em compras para revenda com ICMS-ST, diferenças para o 1.102, CST, XML e SPED.
O CFOP 1.403 é usado, na perspectiva de quem recebe e escritura a mercadoria, para registrar compra interna destinada à comercialização em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária. Ele aparece com frequência no varejo e no atacado quando a mercadoria será revendida e a operação está enquadrada nas regras de ICMS-ST.
O erro mais comum é tratar o 1.403 como sinônimo de qualquer compra de produto que tenha CEST. Isso não é correto. Antes de usar o código, é preciso confirmar se a mercadoria está efetivamente sujeita à substituição tributária na operação concreta, qual é a condição do fornecedor e do adquirente, e se não existe CFOP mais específico.
Neste artigo, você verá o que significa o CFOP 1.403, para que ele serve, quando usar, quando não usar, como ele se relaciona com o CFOP 1.102, CST/CSOSN, ICMS-ST, XML, NF-e e SPED.
Resumo rápido do CFOP 1.403
| Ponto | Explicação |
|---|---|
| CFOP | 1.403 |
| Descrição | Compra para comercialização em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária |
| Tipo | Entrada interna |
| Finalidade | Compra para revenda em operação sujeita a ICMS-ST |
| Equivalente interestadual | 2.403 |
| Principal comparação | 1.102, quando a compra para revenda não se enquadra em ST |
| Risco principal | Usar o código sem confirmar a incidência efetiva de ST na operação |
O que é o CFOP 1.403?
O CFOP 1.403 identifica uma entrada interna de mercadoria comprada para comercialização quando a operação está relacionada ao regime de substituição tributária do ICMS. A tabela CFOP vigente e o RICMS/SP devem ser usados como referência para confirmar a classificação.
Para que serve o CFOP 1.403?
O CFOP 1.403 serve para separar, na escrituração, as compras para revenda sujeitas à sistemática de ICMS-ST das compras comuns para comercialização. Essa separação ajuda o ERP, o estoque, a apuração fiscal e o SPED a refletirem corretamente a natureza da entrada.
Na prática, essa diferenciação evita que uma compra sujeita à ST seja lançada como se fosse uma compra comum com CFOP 1.102, ou o contrário.
Quando usar o CFOP 1.403?
- a empresa está registrando uma entrada;
- a operação é interna, dentro da mesma UF;
- a mercadoria foi adquirida para revenda;
- a operação está sujeita ao regime de substituição tributária;
- não existe CFOP mais específico para a situação;
- XML, ERP e SPED refletem a mesma natureza fiscal.
A SEFAZ/SP já orientou que, em entradas de mercadorias sujeitas à substituição tributária destinadas à comercialização, os CFOPs 1.403/2.403 devem ser avaliados conforme a origem da operação.
CFOP 1.403 ou 1.102?
| Situação | CFOP provável |
|---|---|
| Compra interna para revenda sem enquadramento específico em ST | 1.102 |
| Compra interna para revenda em operação sujeita à substituição tributária | 1.403 |
Ter CEST cadastrado não basta, por si só, para concluir que a operação deve usar 1.403. É necessário validar a legislação estadual, NCM, segmento, condição do remetente e destinatário e eventual protocolo ou convênio.
Quando não usar o CFOP 1.403?
- quando a compra para revenda não estiver sujeita à ST;
- quando a mercadoria for destinada à industrialização;
- quando a compra for interestadual, caso em que deve ser avaliado o 2.403;
- quando a aquisição for para ativo, uso ou consumo;
- quando a entrada decorrer de devolução, retorno ou outra operação específica.
CFOP 1.403 e ICMS-ST
O CFOP 1.403 não define sozinho quem recolheu o ICMS-ST, se há complemento, ressarcimento ou crédito. Essas conclusões dependem da legislação aplicável e da posição do contribuinte como substituto ou substituído.
Antes de parametrizar a entrada, confira NCM, CEST, base de cálculo, MVA quando aplicável, retenção anterior e as regras do Convênio ICMS nº 142/2018 e do RICMS da UF.
Qual CST ou CSOSN usar no CFOP 1.403?
Não existe CST ou CSOSN automático apenas porque o CFOP é 1.403. O código de situação tributária deve refletir o tratamento efetivo do ICMS e o regime tributário do contribuinte.
Como aparece na NF-e e no XML?
No XML recebido, o fornecedor informa o CFOP da perspectiva da saída dele. O destinatário deve escriturar a entrada segundo a sua própria perspectiva e finalidade. Por isso, não se deve simplesmente copiar o CFOP da saída e trocar o primeiro dígito.
Como escriturar no SPED Fiscal?
A EFD ICMS/IPI deve refletir o documento recebido, o CFOP de entrada, CST/CSOSN, valores de ICMS e ICMS-ST e a condição do contribuinte. Registros C100, C170 e C190 podem ser relevantes, conforme o caso e o perfil de escrituração.
Exemplo prático
Uma loja paulista compra mercadorias de um fornecedor paulista para posterior revenda. Após análise do NCM, CEST e legislação aplicável, a operação está sujeita à substituição tributária. Na entrada, o CFOP provável é 1.403. Se o mesmo produto não estivesse sujeito à ST naquela operação, o 1.102 deveria ser avaliado.
Planilha CFOP para download
Para consultar outros códigos, acesse a Planilha CFOP disponível na área de downloads do NotaFiscal.cnt.br.
Erros comuns
- usar 1.403 apenas porque o produto tem CEST;
- não conferir a legislação da UF;
- confundir substituto com substituído;
- assumir CST automático;
- ignorar divergências entre XML, ERP e SPED.
Checklist
- A compra é para revenda?
- A operação é interna?
- A mercadoria está efetivamente sujeita à ST?
- NCM e CEST foram conferidos?
- Fornecedor e adquirente estão corretamente caracterizados?
- CST/CSOSN está coerente?
- O SPED refletirá a operação corretamente?
Perguntas frequentes
O que significa CFOP 1.403?
Compra para comercialização em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária.
Para que serve o CFOP 1.403?
Serve para registrar uma compra interna para revenda quando a operação está sujeita à sistemática de ICMS-ST.
Qual a diferença entre CFOP 1.403 e 1.102?
O 1.403 é específico para compra para comercialização em operação sujeita à ST; o 1.102 é usado para compra para comercialização quando não se aplica essa classificação específica.
CFOP 1.403 dá crédito de ICMS?
Depende. O direito a crédito ou eventual tratamento de ST deve ser analisado conforme legislação, regime, produto e operação.
Fontes oficiais para consulta
- Tabela CFOP vigente;
- RICMS/SP;
- Convênio ICMS nº 142/2018;
- Portal Nacional da NF-e;
- Portal SPED;
- Resposta à Consulta Tributária SEFAZ/SP nº 27.579/2023.
Conclusão
O CFOP 1.403 deve ser usado quando a operação real corresponder a uma compra interna para comercialização em situação sujeita à substituição tributária. O ponto principal é confirmar o enquadramento da ST antes de definir o código, sem presumir tributação, CST ou crédito apenas pelo CFOP.




