CFOP 1.125: industrialização por terceiro sem trânsito pelo adquirente

Entenda o CFOP 1.125 na industrialização por terceiro sem trânsito pelo adquirente, relação com 1.122/1.124, ICMS, NF-e, XML e SPED.

O CFOP 1.125 é utilizado para registrar a entrada dos valores relativos à industrialização efetuada por outra empresa quando a mercadoria utilizada no processo não transitou pelo estabelecimento adquirente.

Ele aparece em operações triangulares de industrialização por conta e ordem, nas quais o fornecedor entrega o insumo diretamente ao industrializador. O erro mais comum é confundir o 1.125 com o CFOP 1.124, que trata da industrialização efetuada por terceiro em fluxo normal, sem essa característica específica de ausência de trânsito pelo adquirente.

Resumo rápido do CFOP 1.125

PontoExplicação
CFOP1.125
Descrição oficialIndustrialização efetuada por outra empresa quando a mercadoria remetida para utilização no processo não transitou pelo estabelecimento adquirente
TipoEntrada interna em operação triangular
Para que serveRegistrar serviços e materiais próprios do industrializador em industrialização sem trânsito pelo adquirente
CFOPs correlatos1.122, 1.924, 1.925 e 5.125, conforme a etapa e a perspectiva
Principal riscoConfundir a compra, a remessa física e o valor agregado da industrialização

Para que serve o CFOP 1.125?

Na prática, o 1.125 identifica a parcela da operação correspondente à industrialização propriamente dita quando o insumo comprado pelo autor da encomenda foi entregue diretamente ao industrializador. A tabela oficial inclui nesse código os valores dos serviços prestados e das mercadorias de propriedade do industrializador empregadas no processo.

Quando a industrialização envolver bens do ativo imobilizado ou materiais para uso ou consumo, a própria tabela determina avaliar os CFOPs 1.551 ou 1.556.

Quando usar o CFOP 1.125?

  • há industrialização por conta e ordem de terceiro;
  • a operação é interna;
  • o insumo não transitou pelo estabelecimento do adquirente;
  • o fornecedor entregou diretamente ao industrializador;
  • o lançamento corresponde aos serviços e materiais próprios do industrializador;
  • os documentos de compra, remessa e industrialização estão vinculados.

CFOP 1.125 x CFOP 1.124

SituaçãoCFOP
Industrialização por terceiro em fluxo normal1.124
Industrialização por terceiro sem trânsito do insumo pelo adquirente1.125

Relação com o CFOP 1.122

O CFOP 1.122 registra a compra do insumo quando o fornecedor o remete diretamente ao industrializador. Já o 1.125 trata do valor da industrialização efetuada por terceiro nesse mesmo fluxo triangular.

ICMS, prazo e tributação

O CFOP 1.125 não garante suspensão, diferimento ou crédito. Em São Paulo, a operação deve ser analisada dentro da disciplina de industrialização por conta de terceiro do RICMS/SP. Quando aplicável a sistemática de suspensão/diferimento, o prazo de retorno e as condições legais precisam ser controlados.

IPI, PIS e Cofins também devem ser avaliados separadamente. Não existe CST ou CSOSN obrigatório apenas em razão do CFOP.

NF-e, XML e SPED

Os XMLs devem permitir identificar quem vendeu o insumo, quem recebeu fisicamente, quem industrializou e quem é o autor da encomenda. Na EFD ICMS/IPI, a compra, a remessa e a industrialização devem permanecer conciliadas, evitando duplicidade de estoque ou crédito.

Exemplo prático

Uma indústria paulista compra insumos de fornecedor paulista, mas determina que a mercadoria seja entregue diretamente a um industrializador paulista. A compra é registrada conforme o fluxo próprio, e o valor agregado pelo industrializador é escriturado com CFOP 1.125, quando a operação se enquadrar na descrição oficial.

IBS e CBS em 2026

Na transição da Reforma Tributária, a industrialização triangular deve ser analisada também à luz da LC 214/2025, da LC 227/2026 e dos leiautes vigentes. Não transporte automaticamente para IBS/CBS a lógica de suspensão ou diferimento do ICMS.

Erros comuns

  • usar 1.125 quando o insumo transitou pelo adquirente;
  • confundir 1.125 com 1.122;
  • não separar retorno de insumos e valor agregado;
  • ignorar prazo e documentos vinculados;
  • apropriar crédito sem fundamento;
  • não conciliar XML, estoque e SPED.

FAQ

O que significa CFOP 1.125?

Industrialização efetuada por outra empresa quando a mercadoria usada no processo não transitou pelo estabelecimento adquirente.

Qual a diferença entre 1.124 e 1.125?

O 1.125 exige ausência de trânsito do insumo pelo adquirente; o 1.124 não traz essa característica específica.

Qual a relação entre 1.122 e 1.125?

O 1.122 registra a compra do insumo enviado diretamente ao industrializador; o 1.125 registra o valor da industrialização.

Planilha CFOP para download

Consulte também a Planilha CFOP.

Fontes oficiais

Conclusão

O CFOP 1.125 deve ser utilizado quando a industrialização for efetuada por terceiro e o insumo tiver sido remetido diretamente ao industrializador, sem trânsito pelo adquirente. A segurança fiscal depende da correta separação das etapas e da documentação completa da operação.

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Adriner
Adriner

Técnico contábil com 27 anos de experiência na área fiscal, evangélico, marido, pai e sempre disposto a ajudar.
Especialista em ICMS, IPI, PIS, COFINS, CST, ALÍQUOTAS, Nota Fiscal e SPEDFiscal.
Acredito que ajudar os outros é a melhor forma de crescer e aprender.

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